ESTUDO DA HARVARD COMPROVA O ÓBVIO: ‘DACA’ TEM IMPACTO ALTAMENTE POSITIVO NOS EUA
11/09/2019 09:21 em Novidades

A Ação Diferida de 2012 (DACA) deu um grande impulso a seus beneficiários e suas famílias, alcançando uma mobilidade social significativa, tanto na vida pessoal quanto na profissional, conclui um relatório da Universidade de Harvard.

O estudo foi iniciado em 2013, alguns meses após sua entrada em vigor. O objetivo era entender como os jovens estavam experimentando o benefício. A amostra envolveu 408 beneficiários de seis estados, que representam uma ampla gama de origens raciais, étnicas, econômicas e educacionais que identificam os chamados Dreamers. 

As realizações incluem acesso a crédito, seguro de saúde, viagens, acesso a programas pós-high school (ensino médio), busca de novos empregos (91% dos entrevistados com 25 anos ou mais estavam empregados), ingresso na faculdade, melhorando o sentimento de segurança que, por sua vez, teve um impacto na saúde mental e física dos beneficiários, situação que também teve um aspecto favorável nas famílias e nas comunidades.

"Os resultados são indiscutíveis", revela o estudo. E ressalta que mais de 700 mil Dreamers conseguiram construir seus sonhos nos Estados Unidos, melhorando a educação, com formações em diferentes profissões, ajudando suas famílias a saírem da pobreza e o mais importante: afastar o fantasma do deportação. Mas a natureza temporária e parcial do programa deixa muitos problemas sem solução e criou alguns novos dilemas, alertam os autores do chamado Projeto Nacional de Pesquisa UnDACAmented (NURP).

O DACA está sendo discutido na Suprema Corte sobre a sua constitucionalidade, contestada pela administração federal. Após a fase de argumentações de parte a parte, o tribunal deverá decidir se o programa continuará em vigor ou se será encerrado, possivelmente no meio do ano que vem.

Criado em 15 de junho de 2012 pelo então presidente Barack Obama por meio de uma ação executiva, o DACA resolveu temporariamente o dilema enfrentado por cerca de 2,5 milhões de jovens sem documentos que haviam entrado no país antes dos 16 anos até 2007. O programa interrompeu suas deportações e concedeu a eles uma autorização de emprego renovável (EAD) a cada dois anos, um documento que também permitia retirar uma carteira de motorista e um número de Seguro Social.

 

fonte rede ABR

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